Ter um ar mais limpo em casa e no ambiente de trabalho é uma das principais exigências de consumidores de empresas de climatização e refrigeração. Segundo matéria do jornal britânico The Guardian, o ar limpo deve ser melhor explorado nos próximos anos, com campanhas para a troca do filtro do ar-condicionado e novos produtos de purificação do ar.

Não é à toa. Segundo estudo da organização internacional ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers), com a troca do filtro, consegue-se perceber uma redução de até 9% no índice de conversa no ambiente de trabalho. Isso porque aumenta-se a concentração dos empregados. Simplesmente porque a qualidade do ar ficou melhor.

A produção de purificadores de ar está crescendo, e se espera que chegue ao faturamento de 6,2 bilhões de euros até 2024. A procura por esses produtos está diretamente associada aos casos de asma, alergias e outras doenças associadas à baixa qualidade do ar interno.

Você já considerou todos os produtos químicos que fazem parte do ar atmosférico? Perfumes, aerossóis e poeiras são apenas alguns deles. E o pior: muitas vezes, o ambiente fechado pode ser mais poluído do que o da rua. Por isso, empresas se esforçam para encontrar um método mais eficiente de garantir um ar mais limpo.

Novidades em purificação

A norte-americana Molekule aposta na nanotecnologia. A ideia é destruir os agentes poluentes em nível molecular. A maioria dos filtros de ar melhora a qualidade do ar através da captura de partículas nocivas, que ficam presas no dispositivo. Já o Molekule dá um passo além e não só colhe como destrói os poluentes. O segredo é um nanofiltro, projetado para reagir com à luz de forma a evitar que toxinas e bactérias tomem conta do ambiente. Os investidores estão empolgados com a invenção: até o momento, a empresa já levantou US$ 15 milhões.

A Biodify tem o primeiro purificador de ar probiótico, que usa a bactéria saudável chamada Bacillus subtilis. Uma vez liberada no ar, os microorganismos consomem as impurezas e formam uma espécie de “escudo” contra poluentes – a empresa registrou um crescimento de 50% no último semestre.